Pastagens mantêm pastejo, mas há risco de restrição hídrica
Calor e falta de chuva limitam desenvolvimento das forragens
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A Emater/RS-Ascar informou, no Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (5), que a situação das pastagens no Rio Grande do Sul apresentou variação entre as localidades em função da irregularidade das chuvas, da restrição hídrica e das temperaturas elevadas registradas na segunda quinzena de janeiro. Segundo o levantamento, nos campos nativos o impacto foi mais ameno, o que manteve a oferta de forragem aos animais, mas a tendência é de agravamento do quadro caso não ocorram precipitações mais significativas.
Na região administrativa de Bagé, em São Gabriel, a Emater/RS-Ascar registrou que áreas com tifton, braquiárias, capim-elefante e panicuns apresentaram tolerância às condições de calor e à ausência de chuvas regulares, com disponibilidade de forragem também em áreas de milheto e capim-sudão. A instituição aponta que produtores já buscam sementes de aveia e azevém para as semeaduras previstas para março.
Em Frederico Westphalen, o órgão relata que o desenvolvimento das pastagens tem permitido a realização de pastejos. Já na região de Caxias do Sul, a Emater/RS-Ascar observa que o desenvolvimento e a brotação das pastagens foram limitados pelas temperaturas elevadas e pela predominância de tempo seco, embora o acúmulo e a qualidade da forragem tenham possibilitado a manutenção do pastejo, com melhor desempenho das espécies perenes, dos campos nativos e das áreas melhoradas.
Na região de Ijuí, produtores realizaram cortes para fenação, com produto enfardado classificado como de boa qualidade. Em Passo Fundo, a Emater/RS-Ascar informa que os campos nativos e as pastagens cultivadas mantêm capacidade de pastejo, mas a irregularidade das chuvas gera preocupação quanto à continuidade do desenvolvimento, situação semelhante à observada em Erechim, onde também houve corte de pastagens de verão para fenação.
Nas regiões de Pelotas e Soledade, a Emater/RS-Ascar aponta que a oferta e a qualidade das forragens estão favoráveis em alguns locais em função da ocorrência de chuvas e dos volumes acumulados, o que ainda assim exigiu ajustes de lotação. Em outras áreas, a ausência de precipitações levou a níveis críticos de umidade do solo, com impacto negativo sobre as taxas de rebrota e a qualidade das forragens.
Em Porto Alegre e Santa Rosa, o Informativo Conjuntural registra que os campos nativos e as pastagens anuais de verão oferecem ampla oferta de forragem, favorecidos pelas temperaturas elevadas e pela umidade adequada do solo. Já na região de Santa Maria, a Emater/RS-Ascar destaca que, em diversas localidades, a taxa de crescimento das pastagens diminuiu em razão da irregularidade e dos baixos volumes de chuva acumulados, o que afetou o desenvolvimento das plantas.